Câmara dos EUA aprova reforma de Obama na saúde

Em uma vitória para o presidente Barack Obama, a Câmara de Representantes (Deputados) dos Estados Unidos aprovou na madrugada deste domingo pela primeira vez na história do país um projeto de lei que pretende estabelecer um sistema de saúde quase universal. Apesar da grande maioria de democratas na Câmara, o resultado foi muito apertado, já que o projeto recebeu 220 votos a favor, apenas dois mais que os necessários. A oposição dos republicanos foi unânime.

AE-AP, Agencia Estado

08 Novembro 2009 | 09h47

A aprovação abre caminho para que comece o debate sobre o tema no Senado, onde a discussão tende a ser mais dura, já que muitos democratas moderados mostram reservas em relação ao projeto. Posteriormente, ambos os textos deverão ser harmonizados e as duas câmaras terão que se pronunciar sobre o documento final.

Obama disse que está "absolutamente confiante" de que o Senado irá aprovar o projeto. "Espero poder assinar e transformar o projeto em lei até o final deste ano", afirmou.

Para Barack Obama, o resultado é uma vitória muito importante, pois o projeto é uma das prioridades de seu governo, fato sonhado por seus antecessores democratas, mas nunca alcançado. A votação ocorreu às 23h local, após 14 horas de uma sessão extraordinária realizada.

A proposta, de quase 2.000 páginas, prevê estender a cobertura para 36 milhões de americanos sem seguro de saúde, dos mais de 46 milhões que careciam dele em 2008, segundo os últimos dados do Escritório do Censo. Isso significa que se o projeto for transformado em lei 96% dos americanos terão cuidado médico assegurado, um número nunca alcançado.

Os cidadãos seriam obrigados a pagar as mensalidades para seguradoras privadas ou a um plano público, com a ajuda de subsídios, sob pena de multas. O plano proíbe também as seguradoras privadas de se negarem a estender uma nova apólice a pessoas que sofrem de alguma doença, algo que fazem atualmente e que é um desastre para muitos americanos que contraem uma doença grave quando estão sem seguro. As informações são da Associated Press.

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