Mandel Ngan/AFP
Mandel Ngan/AFP

Câmara dos EUA aprova retirada de estátuas de líderes confederados do Capitólio

Se aprovada no Senado, lei ainda precisará da assinatura do presidente Donald Trump, que é contra eliminar estes símbolos

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 02h46

WASHINGTON - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 22, a remoção das estátuas dos líderes confederados do prédio do Capitólio em Washington. A iniciativa nasceu com os protestos antirracistas das últimas semanas.

A lei aprovada pela Câmara, onde os democratas são maioria, determina que os arquitetos do Capitólio identifiquem e retirem pelo menos 10 estátuas, incluindo a do general Robert E. Lee. Ele foi o líder militar dos confederados, que lutaram por uma secessão de Washington por se oporem ao fim da escravidão.

Foram 305 votos favoráveis à medida e 113 contrários. A proposta segue para o Senado, onde os republicanos são maioria, e seu destino é incerto. Se aprovada pelas duas casas legislativas, a lei precisaria da assinatura do presidente Donald Trump, que é contra eliminar os símbolos confederados.

A morte de George Floyd, em 25 de maio, fomentou um profundo debate nos Estados Unidos sobre as desigualdades sofridas pela população negra. Os símbolos da Confederação - extinta após a guerra civil em 1865 - fazem parte dessa discussão.

"Hoje votamos para remover as estátuas que representam o ódio e o racismo, dando um passo importante para nos livrarmos do ódio", disse a deputada Barbara Lee, uma congressista negra da Califórnia. Para sua colega Karen Bass, representante da Liga dos Congressistas Negros, essas estátuas são uma "aceitação da supremacia branca"./AFP

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