Câmara dos EUA critica Obama por caso Bergdahl

A Câmara dos Estados Unidos, majoritariamente republicana, aprovou uma resolução que acusa o presidente Barack Obama de não ter avisado o Congresso com antecedência de 30 dias sobre a troca do prisioneiro norte-americano Bowe Bergdahl por cinco líderes do Taleban. A votação desta terça-feira aprovou a condenação com 249 votos a favor e 163 contra.

Estadão Conteúdo

09 de setembro de 2014 | 18h41

A resolução, que não tem força de lei e não será considerada pelo Senado, "condena e desaprova a falha do governo Obama ao não cumprir o requerimento legal de entregar relatórios com 30 dias de antecedência ao executar a transferência de cinco membros de alto escalão do Taleban da detenção na Estação Naval dos Estados Unidos, na Baía de Guantánamo, Cuba".

O texto afirma que essas ações "prejudicaram sem necessidade a confiança e a convicção no compromisso e na habilidade do governo Obama de se engajar construtivamente e trabalhar com o Congresso".

Democratas consideraram a votação um ataque partidário, em pleno ano eleitoral, que foi colocado em prática na hora errada, considerando os esforços do presidente para apoiar o combate aos militantes do Estado Islâmico. Republicanos insistem que Obama claramente violou uma lei que requer que a administração avise o Congresso com antecedência de 30 dias antes de transferir prisioneiros de Guantánamo.

Em maio, cinco membros de alto escalão do Taleban foram soltos da prisão norte-americana em troca da libertação de Bergdahl, um soldado que havia desaparecido de seu posto no Oeste do Afeganistão em junho de 2009. Fonte: Associated Press.

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