Câmara dos EUA exagerou nos incentivos, diz O´Neill

O secretário de Tesouro dos EUA, Paul O´Neill, disse que o pacote de estímulo fiscal aprovado na sexta-feira pelo comitê de Meios e Recursos da Câmara é "mais do que" a administração do presidente George W. Bush queria. Ele disse que a proposta apresentada pelos deputados, de US$ 100 bilhões em isenções, foi um "show business" dos congressistas. O´Neill observou que a administração Bush propôs um estímulo fiscal entre US$ 60 bilhões a US$ 70 bilhões para o próximo ano, tomando cuidado para evitar pressionar as taxas de juro de longo prazo. "Pela minha avaliação, o que eles fizeram foi mais do que queríamos", disse O´Neill, sobre a proposta da Câmara. "Portanto, teremos algum trabalho a fazer entre sua passagem final na Câmara, e passagem final no Senado. Parte do que você viu na sexta-feira foi um show business", disse. O´Neill acrescentou que parte dos deputados que votaram no plano viram-no como uma oportunidade para dizer aos eleitores "eu votei naquilo que você queria". Ele disse que a administração Bush continua a trabalhar com o Congresso num pacote de estímulo fiscal "que não seja agressivo à estabilidade financeira do país no longo prazo". O´Neill reiterou que acredita que a economia dos EUA já está reconstruindo uma sólida base para o crescimento econômico no próximo ano. Ele não quis responder à pergunta dos repórteres sobre se o Federal Reserve poderá cortar as taxas de juro novamente, diante da incerteza com relação ao impacto na economia dos ataques terroristas do dia 11 de setembro. O´Neill não quis especular, mas acrescentou que o presidente do Fed, Alan Greenspan, tem "feito um grande trabalho à frente da instituição", e "reduzindo as taxas de juro para um nível que certamente... tem sido construtivo".

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