Câmara dos EUA rechaça cortar verba para ação na Líbia

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rechaçou hoje uma iniciativa da oposição republicana ao presidente Barack Obama de cortar o financiamento às operações militares norte-americanas na Líbia. A iniciativa da oposição foi rechaçada por 238 votos a 180.

AE, Agência Estado

24 de junho de 2011 | 18h29

O financiamento à guerra foi mantido pouco depois de a Câmara dos EUA ter rejeitado uma medida amplamente simbólica de dar ao presidente Barack Obama a autoridade de manter o envolvimento militar dos EUA nas operações contra as forças do coronel Muamar Kadafi.

A moção rejeitada hoje interromperia o financiamento e impediria o uso de aviões não tripulados e a execução de ataques aéreos, mas permitiria aos EUA continuarem as ações de suporte à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou a decisão da Câmara e afirmou que "o tempo e a história" estão ao lado de Washington e de seus aliados na Otan.

A resolução para autorizar formalmente a participação dos Estados Unidos na campanha militar na Líbia foi derrotada por 295 votos a 123. Mais de 30 democratas se uniram aos republicanos para desafiar Obama na votação de uma medida amplamente simbólica. Obama decidiu, em março, se unir a uma campanha internacional autorizada pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para impedir que forças do governo líbio atacassem a população civil.

Liberais contrários à guerra e republicanos conservadores defendem que Obama obtenha uma autorização do Congresso para manter a participação dos Estados Unidos na Líbia. Mas a Casa Branca afirma que isso não é necessário porque o envolvimento norte-americano não eleva o nível de hostilidades que recairia no âmbito da Resolução dos Poderes de Guerra, uma lei da época da Guerra do Vietnã que tem como objetivo conter os poderes do presidente. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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