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AP Photo / Julie Jacobson
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Câmara dos Deputados dos EUA aprova lei que permite processar Arábia Saudita por 11/09

Texto, que foi aprovado sob gritos e aplausos, permitirá que famílias das vítimas dos atentados de 2001 processem os sauditas; Barack Obama ameaçou vetar a proposta

O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2016 | 13h47

WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta sexta-feira, 9, uma lei que permite às famílias das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 processarem a Arábia Saudita, dando início a um confronto com a Casa Branca.

A administração do presidente americano Barack Obama já ameaçou vetar a proposta temendo que ela possa expor o país a uma série de ações judiciais por pessoas de outras nacionalidades em situações semelhantes.

O momento da votação foi simbólico, visto que no domingo fará 15 anos do maior ataque terrorista sofrido pelos EUA. A lei foi aprovada sob aplausos e gritos na Câmara.

O Senado havia aprovado a lei em maio, mesmo após as objeções da Arábia Saudita, país aliado dos EUA no Oriente Médio. 

Até o momento, não foi provado qualquer envolvimento do país nos atentados, mas 15 dos 19 sequestradores dos aviões eram sauditas.

Zacarias Moussaoui, o francês condenado por ligação com os atentados, teria revelado a advogados americanos que membros da família real saudita entregaram milhões de dólares à Al-Qaeda nos anos 1990. A informação foi imediatamente desmentida pela embaixada da Arábia Saudita em Washington.

Segundo o jornal The New York Times, o ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, havia advertido deputados em Washington, em março, sobre possíveis represálias caso a lei fosse aprovada, em particular envolvendo a venda de US$ 750 bilhões em bônus do Tesouro. / REUTERS

Veja abaixo: 11 de Setembro: 15 anos dos ataques que mudaram o mundo

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