House Television via AP
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Câmara inicia debates sobre processo de impeachment contra Trump

Antes de votar, deputados terão seis horas, três para os congressistas de cada partido, para argumentarem sobre as acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 14h30

WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira, 18, os debates antes de uma votação sobre o processo de impeachment do presidente Donald Trump por abuso de poder e obstrução do Congresso. 

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Espera-se que o processo avance na Câmara graças à maioria democrata. Se isso de fato ocorrer, a próxima apreciação seria em janeiro no Senado, onde, por outro lado, o Partido Republicano, de Trump, é majoritário - o que torna improvável uma votação pela destituição do 45º presidente americano.

Os republicanos, através do líder da minoria na Câmara, Kevin McCarthy, logo após o início da sessão, apresentaram uma moção para adiar a votação sobre a acusação de "abuso de poder", algo que foi rapidamente rejeitado pelos democratas.

Por sua vez, o democrata Jim McGovern, presidente do Comitê de Regras da Câmara, chamou a votação de hoje de "um momento decisivo para a democracia".

Espera-se uma sessão muito longa, já que foi anunciado que o debate antes da votação durará seis horas: sendo três horas para os congressistas de cada partido.

Em setembro, os democratas anunciaram o início de um processo visando o impeachment de Trump depois que um informante revelou aos serviços de inteligência americanos o conteúdo de uma conversa telefônica de julho entre ele e o presidente ucraniano, Vladimir Zelenski.

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Os democratas Bill Clinton, em 1998, e Andrew Johnson, em 1868 foram absolvidos pelo Senado; em 1974, Nixon renunciou antes da votação

Nesse diálogo, Trump pressionou Zelenski a abrir investigações contra o ex-vice-presidente dos EUA (e potencial candidato nas eleições de 2020), o democrata Joe Biden, e seu filho Hunter por suposta corrupção em negócios na Ucrânia.

Na terça-feira, a Comissão de Justiça da Câmara revelou detalhes do caso em um documento de 658 páginas que conclui que Trump "traiu a nação" em busca de interesse pessoal. / EFE e AFP

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