Câmara rejeita anular lei da anistia no Uruguai

A Câmara de Deputados do Uruguai rejeitou ontem a anulação da lei de anistia, que impede julgamento de militares responsáveis por torturas, sequestros e assassinatos de civis durante a ditadura. Depois de 14 horas de debate, a votação acabou em um empate: 49 a 49 votos, resultado que significou sua rejeição automática.

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

Minutos após a votação, a frustração tomou conta de milhares de pessoas - ativistas de grupos de defesa dos direitos humanos - que estavam do lado de fora do Parlamento. A Frente Ampla, a coalizão de centro-esquerda do governo do presidente José Mujica, tinha maioria - 50 dos 99 deputados - para vencer a votação, mas um parlamentar governista, Victor Semproni, abandonou o plenário provocando o empate e a rejeição do projeto de lei.

A iniciativa, que já havia sido rejeitada em dois plebiscitos, foi da autoria de membros da Frente Ampla, mas dividiu o governo. Mujica foi contra a anulação da anistia e disse que o país deveria "olhar para o futuro". "Não podemos transferir às novas gerações de militares as frustrações de nossa geração", disse o presidente na quarta-feira, véspera da votação.

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