Richard Drew/AP
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Camareira nega 'sexo consensual' com Strauss-Kahn

Advogado do diretor do FMI disse que evidência 'não é consistente com um encontro forçado'

Agência Estado

18 de maio de 2011 | 11h07

NOVA YORK - A mulher que afirma ter sido atacada sexualmente por Dominique Strauss-Kahn irá negar veementemente aos jurados qualquer versão de que ela desejasse manter relação sexual com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), revelou nesta quarta-feira, 18, o advogado dela, Jeff Shapiro.

 

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"Eu acho que, quando o júri ouvir o testemunho dela e a vir em pessoa, e finalmente ela puder vir a público e contar sua história, penso que (os jurados acreditarão que) as alegações de sexo casual ou encontros não são verdade", disse Shapiro, em entrevista à emissora NBC. "Não há nada consensual no que aconteceu naquele quarto de hotel."

Os advogados de Strauss-Kahn já prometeram uma defesa "vigorosa", sugerindo em uma audiência sobre uma possível fiança, na segunda-feira, que o chefe do FMI pode ter feito sexo consensual com a suposta vítima. Strauss-Kahn não conseguiu o direito à fiança e segue detido nos Estados Unidos. O advogado Benjamin Brafman disse no tribunal que a evidência no caso "não é consistente com um encontro forçado".

Os promotores, porém, afirmam que há evidências físicas indicando tentativa de estupro, incluindo um exame médico realizado imediatamente após o incidente. Um júri deve se reunir nesta semana para decidir se há provas suficientes nas acusações para haver um julgamento. Esses procedimentos são secretos, e o escritório da procuradoria do distrito de Manhattan afirmou que não divulgará novidades sobre o caso nesse ponto.

A mulher, de 32 anos, não foi identificada nem falou publicamente sobre o caso. Porém Shapiro afirmou à NBC que ela está disposta a cooperar com os promotores no caso contra Strauss-Kahn. O advogado afirmou que ela não tem qualquer segunda intenção com o caso. "Ela está fazendo isso porque acredita que é sua responsabilidade, e ela o fará." Strauss-Kahn é acusado de atacar sexualmente a mulher e pode ser julgado por tentativa de estupro.

A camareira teria entrado no quarto do Hotel Sofitel em Nova York para realizar a limpeza, pensando que o cômodo estivesse vazio. O político francês de 62 anos, cotado para disputar a presidência do país europeu, teria saído nu do chuveiro e tentado abusar da mulher, que repeliu as investidas e fugiu do quarto. Ele acabou detido no avião, quando tentava deixar os EUA rumo a Paris.

 

As informações são da Dow Jones.

 

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