Heidi Gutman/ABC/AP
Heidi Gutman/ABC/AP

Camareira supostamente abusada por Strauss-Kahn vai à televisão

Nafissatou Diallo quer que 'Justiça seja feita'; 'Newsweek' já havia publicado fotos no domingo

Efe

25 de julho de 2011 | 14h34

WASHINGTON - Nafissatou Diallo, a ex-camareira de um hotel de Nova York que acusou o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn por tentativa de estupro, reiterou nesta segunda-feira, 25, suas acusações na primeira entrevista concedida a uma emissora de televisão dos Estados Unidos sobre o caso.

 

"Quero que se faça justiça e que ele vá para prisão", disse Nafissatou, de 32 anos, na entrevista ao programa Good Morning America, do canal ABC. Na entrevista, a mulher admitiu que cometeu erros em seu depoimento, mas acrescentou que isso não deveria impedir que a Promotoria prosseguisse com o caso contra Strauss-Khan. "Deus é minha testemunha que digo a verdade", disse, acrescentando, "Deus sabe a verdade".

 

No domingo, a revista Newsweek publicou a primeira entrevista e as primeiras fotografias da ex-camareira desde o incidente ocorrido em março em um quarto do Sofitel, onde ela trabalhava e onde Strauss-Kahn se hospedou durante uma visita a Nova York.

 

A Promotoria de Nova York avalia a possibilidade de retirar as acusações contra o ex-diretor do FMI, que ficou sob prisão domiciliar por dois meses, devido a dúvidas sobre a credibilidade de Nafissatou.

 

Durante a entrevista, Nafissatou descreveu detalhes do ataque sexual que, segundo ela, sofreu do homem que liderava uma das instituições mais poderosas do mundo e que era apontado como possível candidato presidencial na França.

 

A ex-camareira disse que não conhecia Strauss-Khan antes do incidente e que quando soube, por meio dos noticiários, quem era seu agressor, temeu por sua vida. "Ele é um homem muito poderoso e se isso tivesse ocorrido em meu país, me matariam para que não a verdade não fosse revelada", acrescentou Nafissatou, que é da Guiné.

 

A ex-camareira afirmou que entrou no quarto para fazer a limpeza achando que não havia hóspedes, e que em seguida Strauss-Kahn apareceu, nu, e a forçou a manter um ato sexual contra sua vontade. Os advogados do francês negam que tenha havido um estupro e sustentam que o que ocorreu no quarto do hotel teve mútuo consentimento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.