Camboja condena líder oposicionista a 10 anos de prisão

Uma corte cambojana sentenciou hoje o líder oposicionista autoexilado Sam Rainsy a dez anos de cadeia. Ele foi condenado por forjar e publicar um mapa falso da fronteira com o Vietnã. Em janeiro, Rainsy, que vive autoexilado na Europa, já havia sido sentenciado anteriormente a dois anos de prisão, condenado por atacar postos de fronteira e incitar a discriminação racial.

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 14h54

O presidente do Camboja, Hun Sen, mantém fortes vínculos com o regime vietnamita, mas Rainsy, que pertence a um partido político que leva seu nome, acusa repetidamente o governo de dar terras ao Vietnã.

A nova condenação por forjar documentos públicos e disseminar informações falsas se relaciona às alegações de que ele elaborou um "falso mapa" da fronteira para o site de seu partido, a fim de mostrar que o Vietnã estava supostamente se apossando de território cambojano.

O governo alega que o mapa representa incorretamente a fronteira. "Os atos do suspeito prejudicam a boa relação entre o Camboja e a República Socialista do Vietnã", disse Ke Sakhorn, presidente do painel de juízes. O magistrado acrescentou que o mapa estava "manipulando" pessoas e tinha como meta "desacreditar o governo".

Rainsy também foi multado no equivalente a US$ 1.100 e terá que pagar uma compensação ao governo de US$ 14 mil, informou a corte. Em janeiro, Rainsy e dois moradores cambojanos da região foram condenados por danificar postos fronteiriços, em outubro do ano passado.

Não há um mapa formal de comum acordo entre os dois países. O Camboja e o Vietnã começaram oficialmente a demarcar sua fronteira de 1.270 quilômetros em setembro de 2006, após décadas de disputas territoriais que remontam ao período colonial francês. As informações são da Dow Jones.

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