Camboja entrega chefe do Khmer Vermelho ao tribunal

Kang Kek Ieu é acusado de matar cerca de 16 mil pessoas no centro de torturas de Tuol Sleng

Efe,

31 Julho 2007 | 04h22

As autoridades cambojanas entregaram nesta terça-feira à custódia do tribunal internacional da ONU o diretor do centro de torturas de Tuol Sleng, durante o regime do Khmer Vermelho, onde morreram de 14 a 16 mil pessoas.   Kang Kek Ieu, mais conhecido como "Duch", foi preso em 1999 e será processado pelo tribunal internacional que a ONU e o governo do Camboja organizam para julgar os antigos chefes do Khmer Vermelho por genocídio e crimes contra a humanidade.   A transferência do réu é o passo mais importante para a realização do esperado julgamento. O governo espera fazer justiça a cerce de 1,7 milhão de pessoas que morreram durante o regime do Khmer Vermelho, e assim fechar uma das páginas mais terríveis da história moderna do país.   O tribunal internacional, que oficialmente recebeu o nome de Câmaras Extraordinárias dos Tribunais do Camboja, tem trabalhado nas provas para apresentar as acusações contra os réu.   Da possível lista de acusados, somente "Duch" era um candidato claro a sentar-se no banco dos réus. O líder histórico do Khmer Vermelho, Pol Pot, o "irmão número um", morreu em 1998. O último chefe militar da organização, Ta Mok, o "Carnicero", morreu em 2006.   O centro de torturas de Tuol Sleng, também conhecido como S-21, é hoje um museu nos arredores de Phnom Penh, com pilhas de caveiras na entrada como testemunho dos horrores do regime do Khmer Vermelho, que durou de abril de 1975 a janeiro de 1979.

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