Cambojanos protestam contra de líder da oposição

Cerca de 10 mil cambojanos protestaram na capital Phnom Penh neste domingo após um líder da oposição supostamente descrever a prisão de Tuol Sleng, durante a ditadura do Khmer Vermelho, como uma invenção do Vietnã. Os manifestantes marcharam nos arredores da sede do Partido Nacional de Resgate do Camboja. Notícias locais também dão conta de que milhares protestaram em outras províncias.

Agência Estado

09 de junho de 2013 | 13h57

Conforme uma gravação publicada em um site do governo no mês passado, o vice-chefe do partido, Kem Sokha, teria dito que a prisão de Tuol Sleng, em Phnom Penh, foi encenada por soldados vietnamitas que derrubaram a ditadura do Khmer Vermelho em 1979. Sobreviventes solicitam pedidos de desculpas por parte de Kem Sokha. Ele nega ter feito as declarações.

O principal partido da aposição alegou que a manifestação foi encenada por simpatizantes do primeiro ministro Hun Sen para intimidar os rivais antes das eleições de julho.

Na sexta, o legislativo do Camboja aprovou uma lei que considera crime atos que negam as atrocidades cometidas durante o regime do Khmer Vermelho. Críticos dizem que a lei pode ser usada contra os adversários políticos de Hun Sen.

Aproximadamente 15 mil homens, mulheres e crianças foram torturados e executados durante o regime do Khmer Vermelho na prisão de Tuol Sleng. Liderado por Pol Pot, morto em 1998, o Khmer Vermelho eliminou quase um quarto da população do Camboja por inanição, excesso de trabalho e execuções. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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