Cameron afirma que referendo na Crimeia será ilegal

Primeiro-ministro britânico declarou 'apoio político' em discurso na Câmara dos Comuns

O Estado de S. Paulo,

10 de março de 2014 | 12h38

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta segunda-feira, 10, que a realização de um referendo na Crimeia será ilegal e demonstrou "apoio político" à Ucrânia. Cameron falou da crise ucraniana durante discurso feito na Câmara dos Comuns.

O Parlamento da Crimeia, região da Ucrânia, aprovou na semana passada anexar o território à Rússia e convocou um referendo para este domingo. "Qualquer referendo votado na Crimeia será ilegal. Estamos aqui para mandar uma mensagem de apoio político ao governo da Ucrânia", disse o premiê.

Cameron ressaltou que a Grã-Bretanha irá rever as relações militares bilaterais com a Rússia, que indica que irá aceitar a anexação da Crimeia. O presidente russo, Vladimir Putin, disse semana passada que Moscou "não pode ignorar pedidos de ajuda" da comunidade de origem russa da região.

"A Rússia ainda pode resolver a situação diplomaticamente", afirmou Cameron.

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir novamente nesta segunda-feira, a portas fechadas, para discutir a crise na Ucrânia, disseram diplomatas. O encontro informal foi pedido pela Ucrânia e os representes do país na ONU devem comparecer.

A situação na Crimeia continua tensa. Em Simferopol e Sebastopol, homens de uniforme militar sem identificação fazem a segurança dos prédios públicos. Perto do aeroporto militar de Belbek, militares ordenaram a partida de qualquer "estrangeiro" visitante.

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