Cameron condena ação de estudantes durante protesto

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, qualificou hoje como "completamente inaceitáveis" as ações dos estudantes que invadiram ontem a sede de seu partido em Londres. Eles protestavam contra o aumento nas anuidades, uma das medidas de um recente plano de austeridade do governo. Cameron disse que os envolvidos estavam "propensos à violência e à destruição" e devem ser processados. Além disso, em várias entrevistas a emissoras de televisão, descreveu a resposta policial ao caso como "não adequada".

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2010 | 11h48

"Claro que as pessoas têm o direito de protestar pacificamente, mas eu vi fotos de pessoas que estavam propensas à violência e à destruição e a destruir propriedades, e isso é completamente inaceitável", disse ele à rede BBC. "E nós precisamos garantir que esse comportamento não fique impune e precisamos garantir que nós não veremos cenas como essas nas ruas de Londres de novo." Falando em Seul, onde participa do encontro do G-20, Cameron disse que acompanhou os distúrbios pela TV e telefonou a colegas para checar a segurança dos que estavam no prédio.

Em uma manifestação caótica, dezenas de milhares de estudantes se reuniram para protestar contra o aumento nas anuidades universitárias. Milhares de pessoas cercaram o prédio onde fica o Partido Conservador, de Cameron, perto do Parlamento, e várias chegaram a invadir o local. Os distúrbios deixaram 14 pessoas feridas, a metade delas policiais. A Polícia Metropolitana de Londres lançou uma investigação para apurar o comportamento dos policiais no caso.

Thatcher

Cameron foi questionado sobre se temia a repetição dos protestos, alguns violentos, ocorridos no país nos anos 1980, quando Margaret Thatcher era primeira-ministra. "Eu acho que há uma grande diferença em relação aos anos 1980", respondeu. "Dessa vez nós temos um governo de coalizão, temos dois partidos que estão juntos pelo interesse nacional e estamos tentando levar o país conosco, enquanto fazemos coisas difíceis para lidar com a dívida e com o déficit."

O primeiro-ministro disse acreditar que "a maioria das pessoas entende que precisamos tomar esses passos, nós temos que levar a Grã-Bretanha para fora da zona de perigo". As informações são da Dow Jones.

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