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Kirsty Wigglesworth/AP
Kirsty Wigglesworth/AP

Cameron consegue vitória confortável nas eleições britânicas

Com 330 das 650 cadeiras do Parlamento, conservadores superam expectativas de pesquisas e ficarão mais 5 anos à frente do país

Fernando Nakagawa, Correspondente / Londres, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 08h35

(ATUALIZADA ÀS 12h45) LONDRES - Contrariando todas as pesquisas eleitorais dos últimos meses, as eleições gerais da Grã-Bretanha, realizadas na quinta-feira 7, terminaram com um claro vencedor: o governista Partido Conservador. O grupo político do primeiro-ministro David Cameron obteve 330 cadeiras no Parlamento. Com essa bancada, o partido aumenta em 24 o seu número de deputados e garante a maioria para reconduzir o premiê, que terá mais 5 anos de governo.

O principal grupo opositor, o Partido Trabalhista, registra 232 cadeiras na Câmara dos Comuns, 26 a menos que a atual bancada e bem abaixo das projeções finais da campanha que previam entre 260 e 280 cadeiras. Com a derrota nas urnas, o líder do partido, Ed Miliband, anunciou a renúncia ao cargo nesta manhã.

Com a bancada ampliada conquistada pelos conservadores, o partido de Cameron não precisará sequer do apoio de outros partidos para garantir a reeleição do primeiro-ministro. No momento em que a conquista da 326ª cadeira foi anunciada, o premiê estava no Palácio de Buckingham, residência oficial da família real britânica em Londres, para uma audiência com a rainha Elizabeth II na qual comunicaria oficialmente o resultado das eleições.

Ao renovar seu mandato, Cameron não tem a obrigação de realizar essa audiência com a rainha pois, constitucionalmente, continua como primeiro-ministro após seu partido ter obtido as cadeiras suficientes para seguir governando, mas o fez como um gesto de cortesia para a chefe de Estado. 

Após a audiência, Cameron fez uma declaração oficial na residência oficial em 10 Downing Street e reafirmou seu compromisso de realizar um referendo sobre a saída ou permanência da Grã-Bretanha na União Europeia. O premiê também agradeceu ao liberal-democrata Nick Clegg por acompanhá-lo nos últimos cinco anos de governo de coalizão, formado após a eleição de 2010.

"Estamos à beira de algo especial neste país. Podemos fazer da Grã-Bretanha um lugar no qual o bem-estar possa chegar a todos os que querem trabalhar", disse Cameron, reafirmando o compromisso de reduzir impostos e criar mais empregos.

"Como disse nas primeiras horas desta manhã, vamos governar como o partido de uma nação, de uma Grã-Bretanha. Isso significa garantir que esta recuperação (econômica) chegará a todas as partes do nosso país", acrescentou. 

A libra, os títulos e as ações da Grã-Bretanha subiram em razão do resultado que reverteu as expectativas apontadas pelas pesquisas de um Parlamento indefinido, em que Cameron teria que disputar o poder com Millband.

Entre os demais partidos, outro grande derrotado é o centrista Partido Liberal-Democrata que conquistou até agora apenas 8 representantes e terá uma bancada 47 assentos menor que a conquistada na eleição de 2010. Nick Clegg, líder do partido durante a campanha, renunciou ao cargo durante a manhã após qualificar o resultado como "punitivo".

Por outro lado, o Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês) pode ser considerado o outro grande vencedor ao ter conquistado 56 cadeiras das 59 vagas reservadas à Escócia no Parlamento britânico. Assim, o SNP terá 50 deputados a mais que a atual bancada.

Entre os demais, o Partido da Independência do Reino Unido (Ukip) não conseguiu eleger o principal líder, o polêmico Nigel Farage. Conhecido pelo programa de governo anti-imigração e contra a União Europeia, o Ukip conquistou até agora apenas 1 cadeira no Parlamento. Com isso, Farage também anunciou sua renúncia ao cargo de líder do partido. / COM REUTERS e EFE

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