Cameron convoca reunião após decapitação de britânico

O primeiro-ministro David Cameron está convocando chefes militares e de segurança para uma reunião de emergência neste domingo, em resposta à morte de um refém britânico e à ameaça contra um outro.

Estadão Conteúdo

14 de setembro de 2014 | 08h16

A reunião ocorre após extremistas islâmicos divulgarem um vídeo mostrando a

decapitação do funcionário de uma agência humanitária David Haines e ameaçando de morte um outro britânico, Alan Henning, se as forças do Reino Unido não pararem a agressão contra o grupo militante.

O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha informou que não viu qualquer razão para duvidar da autenticidade do vídeo. Extremistas do grupo Estado Islâmico tinham ameaçado a vida de Haines em um vídeo divulgado há quase duas semanas.

O homem mascarado mostrado no último vídeo, que termina com cenas do corpo de Haines, é semelhante ao homem dos vídeos das decapitações anteriores. Ele fala com sotaque britânico e - como nos dois vídeos anteriores - ameaça o refém com uma faca. O vídeo mostra Cameron condenando o grupo Estado Islâmico. O homem com a faca, em seguida, critica o apoio da Grã-Bretanha à ação americana contra o grupo e diz que o prisioneiro deve pagar com sua vida.

Haines é o terceiro ocidental decapitado nas últimas semanas pelo grupo extremista, que tomou vastas áreas dos territórios da Síria e do Iraque. Os dois primeiros eram jornalistas norte-americanos.

A família de Haines tinha feito um apelo, um dia antes do vídeo ser publicado, pedindo que os sequestradores entrassem em contato. A família afirmou que o grupo ignorou as tentativas anteriores para abrir diálogo.

Autoridades britânicas disseram que estavam fazendo todo o possível para proteger

Haines. Uma tentativa de resgate liderada por forças norte-americanas falhou, e

não está claro se as agências ocidentais sabiam a localização precisa dos sequestradores.

Haines foi capturado na Síria, em março do ano passado, quando estava trabalhando para o grupo humanitário francês Agência para Cooperação Técnica e Desenvolvimento (Acted), para ajudar vítimas dos combates na região. Fonte: Associated Press

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