PETER NICHOLLS / REUTERS
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Cameron deixará governo na quarta-feira e cederá cargo a Theresa May

Premiê britânico confirmou sua saída nesta segunda-feira depois de Andrea Leadsom desistir de disputar o cargo e deixar apenas a ministra do Interior como candidata; ela será a 2ª mulher a comandar o país, depois de Margaret Thatcher

O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2016 | 14h27

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, informou nesta segunda-feira, 11, que na quarta-feira, 13, deixará seu cargo e cederá o posto à ministra de Interior britânica, Theresa May.

Em declaração na frente da residência oficial no número 10 da Downing Street, Cameron disse que na ocasião presidirá a última sessão de perguntas ao primeiro-ministro no Parlamento, antes de comparecer ao Palácio de Buckingham para apresentar sua renúncia à rainha Elizabeth II.

"Teremos uma nova primeira-ministra neste prédio atrás de mim na noite de quarta-feira", disse Cameron aos jornalistas posicionados diante de sua residência.

Cameron comunicou os próximos passos após May se tornar a única candidata à liderança do Partido Conservador e ao cargo de premiê, após sua única rival, a secretária de Secretária de Energia e Mudanças Climáticas, Andrea Leadsom, abandonar a disputa.

O ainda primeiro-ministro disse se sentir "encantado" de ter May como sucessora e qualificou a ministra como uma profissional "forte, competente" e "mais do que capaz" para liderar o governo. Ele também afirmou estar satisfeito pelo fato de o Partido Conservador não continuar com o longo processo eleitoral para escolher o novo líder.

Cameron, que em 24 de junho comunicou a intenção de renunciar pelo triunfo do "Brexit", a saída do Reino Unido da União Europeia, acrescentou que na terça-feira presidirá sua última reunião do governo.

Theresa May e Andrea tinham restado como únicas candidatas após as eliminações em votação interna dos outros candidatos, o ministro da Justiça, Michael Gove, e o ex-titular de Defesa Michael Fox, e a saída do ministro de Trabalho e Previdência, Stephen Crabb.

As duas candidatas seriam submetidas a uma votação dos cerca de 150 mil filiados à formação e o anúncio da vencedora estava programado para o dia 9 de setembro.

A próxima primeira-ministra terá a difícil tarefa de decidir quando invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece o processo de negociação de dois anos sobre os termos da saída da UE. Além disso, na quarta-feira Theresa May se tornará a segunda mulher a liderar o governo do Reino Unido após Margaret Thatcher sair do poder em 1990 - ela ficou à frente do país por 11 anos. / EFE e AFP

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