Tal Cohen/Efe
Tal Cohen/Efe

Cameron diz que ataque em Londres foi 'uma traição ao islamismo'

Primeiro-ministro classificou ação como terrorista e 'ataque ao estilo de vida britânico'

O Estado de S. Paulo,

23 de maio de 2013 | 12h47

LONDRES - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, classificou o ataque de quarta-feira, que resultou na morte de um militar em Londres, de um "ataque ao estilo de vida britânico" e "uma traição ao islamismo".

Cameron qualificou o incidente como um ataque terrorista, o primeiro no país desde que militantes islâmicos mataram dezenas de pessoas nos transportes públicos de Londres, em 2005. "Esse não foi só um ataque contra a Grã-Bretanha e o estilo de vida britânico, foi também uma traição ao islamismo e às comunidades muçulmanas que dão tanto ao nosso país". "Não há nada no islamismo que justifique esse ato verdadeiramente pavoroso", disse o primeiro-ministro.

Autoridades britânicas concluíram que um dos dois homens, ou possivelmente ambos, nasceu na Grã-Bretanha e é de família nigeriana, disse nesta quinta-feira, 23, uma fonte envolvida na investigação. A imprensa identificou o homem como Michael Adebolajo, de 28 anos, e disse que a polícia revistou a casa da sua família nigeriana em um vilarejo próximo à cidade inglesa de Lincoln (leste da Inglaterra).

Aparentemente, os dois agressores tinham origem familiar cristã, mas se converteram ao islamismo, segundo os meios de comunicação. Eles estão sob custódia depois de serem baleados pela polícia.

Os agressores parecem se encaixar no perfil do "lobo solitário" - militantes que agem por conta própria, sem terem ligação com grupos como a Al-Qaeda.

Os dois usaram um carro para atropelar o soldado, ainda não oficialmente identificado, nos arredores do quartel Woolwich, na zona sudeste de Londres. Depois, tentaram decapitá-lo com facas e um cutelo de açougue, segundo testemunhas, antes de declararem a civis que estavam agindo para se vingar das guerras britânicas em países muçulmanos.

Imagens gravadas por um civil mostram os suspeitos vestidos casualmente, com as mãos ensaguentadas e conversando com sotaque local, pedindo desculpas por terem agido assim na frente de mulheres, mas se justificando em termos religiosos. "Juramos pelo todo-poderoso Alá que jamais iremos parar de combater vocês. A única razão para termos feito isso é porque muçulmanos estão morrendo a cada dia", diz um deles. "Esse soldado britânico é um olho por olho, dente por dente." / REUTERS

 

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