Cameron diz que granada americana pode ter matado refém britânica

Premiê, que falou com a família da voluntária, qualificou a situação de 'profundamente lamentável'

Efe

11 de outubro de 2010 | 09h58

LONDRES - A voluntária britânica Linda Norgrove, que foi sequestrada em setembro no Afeganistão, pode ter morrido pela explosão de uma granada de mão detonada por militares americanos que tentavam resgatá-la, informou nesta segunda-feira, 11, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

 

Em entrevista coletiva concedida na residência oficial de Downing Street, que começou com uma hora de atraso, Cameron revelou detalhes sobre a morte de Linda e afirmou que seu país fará, junto com os Estados Unidos, uma investigação completa sobre a morte da voluntária de 36 anos, na sexta-feira passada no Afeganistão.

 

No primeiro comunicado divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores britânico, as autoridades informavam que Linda havia morrido depois que um de seus sequestradores explodiu uma bomba que levava presa a um cinto enquanto as forças dos EUA tentavam libertá-la.

 

Segundo Cameron, a decisão de resgatá-la foi tomada após serem avaliadas todas as circunstâncias e depois que o ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, foi consultado.

 

O premiê, que falou hoje com a família da voluntária, qualificou a situação de "profundamente lamentável" e disse que é "bastante provável que tenha ocorrido um erro".

 

Linda, que era do condado escocês de Sutherland, trabalhava para o grupo humanitário americano DAI e foi sequestrada junto com três afegãos no dia 26 de setembro na província de Kunar, no leste do país.

 

No sábado, William Hague havia dito que a decisão de enviar tropas para libertá-la foi tomada levando em conta o perigo no qual a voluntária se encontrava.

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