Cameron diz que não renunciará mesmo se o 'sim' vencer plebiscito

Cameron diz que não renunciará mesmo se o 'sim' vencer plebiscito

Primeiro-ministro da Grã-Bretanha afirma que o futuro dele será decidido na eleição geral de 2015 

O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 11h23


LONDRES - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, afirmou nesta quarta-feira, 17, que não renunciará se o "sim" vencer no plebiscito sobre a independência da Escócia, que será realizado nesta quinta-feira.

Em entrevista enquanto visitava uma fábrica na cidade de Fleet, no sul da Inglaterra, Cameron disse que seu futuro será decidido nas eleições gerais de 2015. "Meu nome não está na cédula. O que está na cédula de votação é se a Escócia quer ficar na Grã-Bretanha ou quer se separar. "Essa é a única pergunta que se decidirá na noite de quinta-feira. A questão sobre meu futuro será decida nas eleições gerais britânicas que chegarão em breve."

Alguns analistas sustentam que a posição do premiê britânico pode ser muito difícil e ele poderia se ver a obrigado a renunciar se a opção a favor da independência vencer, pois a realização do histórico plebiscito foi acordada em 2012 entre Cameron e o primeiro-ministro do governo autônomo da Escócia, Alex Salmond.

Cameron admitiu nesta quarta que está "nervoso" antes da votação, mas garantiu que acredita na vitória do "não". "Certamente que todos os que gostam da Grã-Bretanha, e me importo com paixão sobre o ocorre na Grã-Bretanha, estão nervosos", afirmou o primeiro-ministro.

Três novas pesquisas divulgadas recentemente sobre intenções de voto deram uma ligeira vantagem ao "não". Todos os moradores da Escócia maiores de 16 anos foram convocados para votar e responder com um "sim" ou um "não" se querem uma Escócia independente. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.