AP Photo/Alik Keplicz
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Cameron diz que reforma na UE se torna mais importante por crise de segurança

Primeiro-ministro britânico se reuniu na Polônia com a primeira-ministra Beata Szydli para discutir o plano de renegociação da participação da Grã-Bretanha no bloco europeu

O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2015 | 13h53

VARSÓVIA - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse nesta quinta-feira, 10, que seus planos para reformar os laços da Grã-Bretanha com a União Europeia (UE) antes de um referendo sobre a permanência no bloco se tornaram mais importantes em razão da crise de segurança enfrentada pelo bloco.

Após uma reunião com a premiê polonesa, Beata Szydli, em Varsóvia, para discutir seus planos de renegociação, Cameron disse ainda que os dois concordaram em tentar encontrar uma solução para a demanda britânica de limitar os pagamentos de benefícios sociais a imigrantes da UE.

"Mesmo sobre a questão mais difícil dos benefício nós concordamos em trabalhar juntos para encontrar uma solução", disse Cameron a repórteres. "Acredito que com o tipo de política que tenho visto aqui na Polônia podemos encontrar um caminho."

Cameron prometeu reformar os laços da Grã-Bretanha com o bloco de 28 países antes da realização do referendo - até o fim de 2017 - sobre a permanência ou não na UE, mas suas propostas de alterar direitos de cidadãos europeus vivendo sob território britânico poderiam criar problemas para os outros países-membros do bloco.

"Algumas das propostas do governo britânico são inaceitáveis para nós. Não há discussão", afirmou Beata. A líder não respondeu aos questionamentos de jornalistas britânico sobre a decisão de seu país aceitar ou não a proposta de Cameron que pretende banir por quatro anos os cidadãos europeus de receberem benefícios enquanto viverem na Grã-Bretanha.

A Polônia, ex-membro da União Soviética, é um dos países que mais se beneficiou dos princípios de "liberdade de movimentação" de cidadãos dentro da UE desde que entrou no bloco, em 2004. Centenas de milhares de seus cidadãos vivem e trabalham na Grã-Bretanha atualmente. / REUTERS

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