Peter Macdiarmid/AP
Peter Macdiarmid/AP

Cameron escala ministro para pressionar a UE

George Osborne, das Finanças, negociaráconcessões do blocoantes de referendo sobre permanência britânica

LONDRES, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2015 | 02h04

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, planeja fazer do ministro das Finanças, George Osborne, seu principal negociador, enquanto aumenta as pressões por concessões da União Europeia (UE) antes de um referendo sobre a permanência da Grã-Bretanha no bloco, informou o jornal Sunday Times.

Os líderes europeus não perderam tempo em propor negociações a Cameron sobre a reforma da UE, para aliviar a incerteza sobre o futuro da Grã-Bretanha no bloco após o Partido Conservador ganhar a maioria parlamentar na quinta-feira.

O Sunday Times informou que o chanceler Philip Hammond daria assessoria a Osborne - elevado a membro mais graduado do gabinete depois de Cameron na sexta-feira. Ambos os ministros vão visitar Berlim e Bruxelas como parte do programa para os cem primeiros dias de Cameron.

O premiê confirmou ontem que o Ministério da Justiça ficará sob a responsabilidade de Michael Gove, ex-ministro da Educação. Nicky Morgan continuará na pasta de Educação, cargo que ocupa desde julho. Morgan substituiu Gove, que passara a ocupar a liderança da Câmara dos Comuns após uma série de desacordos entre o governo e o professorado.

Chris Grayling, que era ministro da Justiça, passará a ser o líder da Câmara. Cameron anunciará o restante de seu gabinete esta semana. Vários postos serão alterados, pois eram ocupados por políticos do Partido Liberal-Democrata, que integrou uma coalizão com o Partido Conservador desde 2010, mas perdeu 49 de seus 57 deputados nas eleições de quinta-feira.

Diversas vozes no Partido Trabalhista pediram ontem que ele ocupe um espaço político mais centrado após o fracasso nas eleições gerais e a renúncia de seu líder, Ed Miliband. O Partido Trabalhista obteve 232 cadeiras na Câmara dos Comuns na quinta-feira, enquanto o Partido Conservador conquistou 331 - uma maioria absoluta.

As primeiras análises internas após o partido ser relegado a outros cinco anos na oposição atribuem a derrota nas urnas a um excesso de zelo de Miliband em defender reformas sociais e por não ter conseguido transmitir adequadamente a capacidade dos trabalhistas para dirigir a economia. Muitos trabalhistas também pediram que se reduza a dependência do partido dos sindicatos. "Somos trabalhistas porque apoiamos os trabalhadores, mas não podemos defendê-los se não nos dirigirmos aos que criam os postos de trabalho", disse o parlamentar nigeriano Chuka Umunna.

O ex-premiê britânico Tony Blair (1997-2007) declarou em um artigo publicado no jornal The Observer que o Partido Trabalhista deve buscar um novo espaço "mais além das fronteiras da esquerda e da direita tradicionais". / REUTERS e EFE

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