Suzanne Plunkett/Reuters
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Cameron quer referendo sobre União Europeia em junho de 2016, diz jornal

Premiê da Grã-Bretanha quer votação sobre manutenção do país no bloco em junho de 2016, se líderes de outros Estados-membros concordarem com seus planos de reforma

O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2015 | 14h20

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pretende realizar um referendo sobre a manutenção da Grã-Bretanha na União Europeia (UE) em junho do próximo ano, se os líderes de outros Estados-membros concordarem com a maior parte de seus planos de reforma em uma cúpula do bloco em dezembro, informou o jornal The Times nesta segunda-feira, 9.

Cameron prometeu renegociar os laços da Grã-Bretanha com o bloco de 28 nações antes de realizar um referendo sobre a permanência do país até o final de 2017.

O gabinete de Cameron disse que o governo ainda não tomou nenhuma decisão sobre a data da votação. "Como o primeiro-ministro tem dito, o que determinará o calendário do referendo é o resultado da negociação, dentro do prazo fixado, o final de 2017".

Na terça-feira ele deve divulgar uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, delineando suas demandas de reforma. Cameron também avisará que, se nenhum acordo for alcançado, ele poderá apoiar a saída britânica do bloco.

"Não estou satisfeito com o status que temos na Europa", disse Cameron perante a Confederação da Indústria Britânica (CBI), em Londres, nesta segunda-feira antes de enviar uma carta a Tusk, detalhando os projetos de reestruturação que a Grã-Bretanha pretende para a UE. O premiê britânico considerou que conseguir um bloco europeu mais competitivo e resolver o problema da imigração são "mudanças importantes e vitais".

Pesquisas de opinião mostram que a maioria dos britânicos é favorável à permanência na UE, embora o apoio tenha diminuído nos últimos meses porque muitos eleitores estão preocupados com a imigração.

Cameron, afirmou que são "muito sérios" os seus planos de restruturação da União Europeia e que o importante é conseguir fazer com que o bloco seja flexível.

Segundo o premiê, se conseguir as mudanças, as pessoas os verão fazendo uma forte campanha para que a Grã-Bretanha fique "em uma Europa reformada", mas se não conseguir, ele não descarta hipótese alguma. O primeiro-ministro ressaltou que não tem vínculo emocional com as instituições da UE, mas sim com assuntos como a prosperidade e a influência de seu país no mundo.

O primeiro-ministro irlandês Enda Kenny também discursou na CBI. Ele admitiu não ser favorável a possível saída da Grã-Bretanha da UE, mas afirmou que está disposto a apoiar algumas reformas propostas pelo governo britânico, cujos detalhes ainda não foram revelados. /REUTERS e EFE

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