Cameron sugere que BP seja culpada por vazamento

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, disse nesta terça-feira, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ele entende a profunda frustração que os norte-americanos sentem com a gigante petrolífera British Petroleum (BP) por causa do desastre ambiental no Golfo do México. "Eu entendo completamente a raiva", ele disse a jornalistas durante sua visita oficial à Casa Branca.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2010 | 17h57

Cameron acrescentou que "o vazamento de petróleo no Golfo do México é uma catástrofe para o meio ambiente, para a indústria da pesca, para o turismo". Segundo ele, a BP deveria "de uma maneira certa, ser culpada" pelo vazamento. O vazamento de petróleo no Golfo do México, que começou em 20 de abril após a explosão de uma plataforma, foi uma das duas questões mais espinhosas que os dois líderes discutiram.

Lockerbie

A outra questão foi a libertação, no ano passado e pelo governo escocês, do terrorista líbio condenado pelo atentando de Lockerbie, Abdel Baset al-Megrahi. Cameron e Obama condenaram repetidamente a decisão do governo escocês de libertar al-Megrahi. No atentado de Lockerbie, um Boeing 747 da Pan Am foi explodido nos céus da Escócia em 21 de dezembro de 1988, quando rumava de Londres para Nova York, matando 270 pessoas.

Cameron disse que ele quer que o secretariado do gabinete revise se qualquer outra informação a mais sobre o caso de Lockerbie poderia ser publicada. Ele e Obama, contudo, pararam de pedir uma revisão total da decisão, ao dizer que ela seria desnecessária. "Eu não preciso de uma investigação para me dizer que foi uma decisão ruim. Foi uma má decisão", disse Cameron. Ele disse que al-Megrahi foi o "maior assassino em massa" da história britânica.

Cameron também foi questionado sobre se a BP fez lobby junto ao governo britânico para libertar al-Megrahi, por causa de acordos comerciais que a gigante petrolífera tinha na Líbia, onde al-Megrahi atualmente reside. Cameron afirmou que cabe à BP responder às questões sobre qualquer lobby relacionado ao terrorista de Lockerbie. Ele acrescentou que "não vi nada que sugira que o governo escocês" foi influenciado por um lobby da BP.

Segundo ele, a BP está tomando os passos, em relação ao vazamento no Golfo do México, para tapar a fonte petrolífera e indenizar os danos sofridos pelas pessoas que dependem do mar. As informações são da Dow Jones.

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