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Caminhão explode perto de hotel da ONU em Damasco, na Síria

Missão é vista como fracasso, já que nenhum dos lados encerrou a violência

AE, Agência Estado

15 de agosto de 2012 | 09h18

Texto atualizado às 11h15

BEIRUTE, LÍBANO - Um caminhão tanque explodiu nesta quarta-feira, 15, em estacionamento próximo a um hotel da capital síria, Damasco, que é usado como sede e moradia para observadores da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, ferindo três pessoas, informaram meios de comunicação e autoridades sírias.

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Imagens do ataque, ocorrido nas primeiras horas do dia e transmitidas por emissoras de televisão sírias e árabes, mostram uma densa fumaça negra no local, pouco após a explosão. Mais tarde, bombeiros são vistos combatendo as chamas no estacionamento do hotel Dama Rose.

Meios de comunicação estatais sírios disseram que "um grupo terrorista armado", termo usado pelo regime para falar dos rebeldes, colocou um explosivo no caminhão tanque.

O vice-ministro de Relações Exteriores sírio, Faisal al-Mokdad, reuniu-se com representantes da missão da ONU que vivem no hotel e disse posteriormente que eles não sofreram ferimentos.

"Eu fui informado que os observadores e os materiais da missão não foram afetados, graças a Deus!", disse ele aos jornalistas. "Este é outro ato criminoso que prova as investidas violentas que a Síria enfrenta e a natureza criminosa e selvagem dos que lideram esses ataques e aqueles que os apoiam, dentro e fora do país", acrescentou ele.

Mokdad afirmou que seu governo está orgulhoso do fato de que nenhum membro da missão da ONU se feriu desde o início dos trabalhos, no final de abril.

Os observadores, que não carregam armas, encerram seu trabalho na Síria no próximo domingo. O grupo chegou a ter cerca de 300 integrantes, mas o número foi reduzido praticamente pela metade. Eles foram enviados à Síria para monitorar o cessar-fogo entre forças do governo e combatentes da oposição e abrir caminho para a implementação do plano de seis pontos apoiado pela ONU e pela Liga Árabe.

Mas a missão é vista como um fracasso, já que nenhum dos lados tomou medidas significativas para encerrar a violência, enquanto Rússia e China não se entendem com os Estados Unidos e países europeus sobre uma forma de terminar o conflito.

No início deste mês, Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, deixou seu posto, citando sua incapacidade de implementar o plano de paz.

A rede de televisão Al-Arabiya, de Dubai, disse que um grupo que se denomina Ahfad al-Rasoul, ou Netos do Profeta Maomé, assumiu a autoria do ataque e informou que o alvo era um prédio do comando militar nas proximidades do hotel.

As informações são da Dow Jones.

 

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