Caminhões com suprimentos chegam ao norte do Iraque

Dois caminhões de ajuda humanitária passaramhoje da Turquia para o Norte do Iraque, onde a situação humanitária "é difícil e se degrada rapidamente" devido à presença de cerca de 600.000 refugiados de guerra, anunciou a UNICEF."O primeiro caminhão transporta 16 toneladas de suplementos alimentares de ferro para as crianças e as grávidas e o segundo leva seis toneladas decomprimidos de cloro para purificação da água", explicou Michael Bociurkiw, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em Silopi, aldeia turca junto à fronteira com o Iraque.Esta primeira coluna de ajuda será seguida de uma outra, mais importante, integrada por 40 caminhões que deverão atravessar a fronteira "quarta ou quinta-feira", segundo o porta-voz. Outros bens da mesma natureza - medicamentos, alimentos, equipamentossanitários e de purificação de águas -, no valor de US$ 10 milhões, estão atualmente sendo encaminhados por mar para a Turquia para serem depois distribuídos no Norte do Iraque, ainda segundo o porta-voz.Paralelamente, em Marrocos, o rei Mohamed VI decidiu entregar às organizações internacionais que coordenam a ajuda humanitária ao Iraque um "pacote" de ajuda de emergência que inclui medicamentos e material sanitário, informou o porta-voz do Palácio Real, Hasan Urid.Além desta ajuda, o monarca decidiu abrir uma conta no banco estatal Al Magrib para recolher donativos para ajuda ao povo iraquiano, segundo a mesma fonte. A "gravidade da evolução da situação da população civil iraquiana" e "as violações do direito humanitário" levaram entretanto, hoje, a Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH) a apelar para a suspensão imediata e incondicional das hostilidades no Iraque.A FIDH, organização não-governamental que agrupa associações de vários países, afirma num comunicado que a população iraquiana, além de ser vítima de violações das normas da guerra, essencialmente pelas forças da coligação anglo-norte- americana, está privada de uma ajuda humanitária efetiva, independente e garantida pelas Nações Unidas.Por essa razão, a FIDH pede à comunidade internacional e aos países que promovem a guerra em particular que apliquem com urgência um programa para benefício efetivo da população iraquiana, "excluindo qualquer perspectiva demanipulação, a título de despojos de guerra, dos recursos naturais do Iraque".O comunicado sublinha também a necessidade de "acatar estritamente o direito internacional humanitário e a legislação sobre conflitos armados, que exigem particularmente a proteção da população civil e o respeito pelo estatuto dos prisioneiros de guerra".A FIDH adverte, por último, que, pela violação destes princípios, os Estados beligerantes "comprometem a sua responsabilidade internacional" e os autores dos crimes podem ser sujeitos a julgamento pela sua "responsabilidade penalindividual". Veja o especial :

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