'Camisas amarelas' iniciam protesto para pressionar o governo tailandês

Meta é exigir que o primeiro-ministro tenha mais 'firmeza' na negociação com o Camboja sobre os limites fronteiriços

Efe,

25 de janeiro de 2011 | 04h38

BANGCOC - O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, pediu nesta terça-feira aos seguidores da aliança nacionalista, conhecidos como "camisas amarelas", que desistam de qualquer tentativa de ocupar a sede do Governo durante o protesto iniciado.

A Aliança do Povo para a Democracia, cujos partidários tomaram o controle do aeroporto de Bangcoc durante oito dias em 2008, organizaram um protesto nos limites do palácio do Governo para exigir que o primeiro-ministro tenha mais "firmeza" na negociação com o Camboja sobre os limites fronteiriços.

"Os organizadores do protesto devem se assegurar de que os manifestantes não prejudiquem o interesse público e de permitirem que Governo e Parlamento trabalhem da forma habitual", disse Vejjajiva à imprensa enquanto se organizavam os primeiros grupos de manifestantes.

A aliança dos chamados "camisas amarelas", que há pouco mais de dois anos apoiaram o Partido Democrata, de Vejjajiva, para chegar ao poder, acusam o Governo de ceder território tailandês ao Camboja.

"Vamos nos manifestar por tempo indefinido se o Governo não mudar de atitude, até que decida defender o país", disse aos jornalistas o ex-general e ex-governador de Bangcoc Chamlong Srimuang, um dos líderes da aliança.

Este protesto dos nacionalistas acontece após seus rivais políticos, os "camisas vermelhas", terem se manifestado em Bangcoc duas vezes neste mês para exigir a libertação de seus dirigentes, acusados de instigar a violência durante os distúrbios ocorridos em 2010, nos quais 91 pessoas morreram e cerca de 1.800 ficaram feridas.

Os nacionalistas da aliança querem que o Governo abandone o comitê das Nações Unidas para o Patrimônio da Humanidade, cancele o acordo fronteiriço que a Tailândia formalizou com o Camboja em 2000 e solicitam ainda a retirada das forças cambojanas destacadas nessa faixa da fronteira, de um quilômetro de extensão.

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