Camisas vermelhas marcham para tirar o governo na Tailândia

Grupo planeja fazer pintura com o sangue dos próprios manifestantes

Agência Estado,

20 de março de 2010 | 12h53

Manifestantes tomaram as ruas da capital tailandesa neste sábado (20) em uma campanha para tirar do poder o governo que eles classificam como ilegítimo. Os chamados Camisas Vermelhas planejam adicionar à marcha, no domingo, uma pintura feita com o próprio sangue dos manifestantes, o que está sendo considerado como a mais recente tática chocante na manifestação para fazer com que o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, dissolva o Parlamento e realize novas eleições.

 

A manifestação, que teve início há uma semana e passou por 70 quilômetros das ruas de Bangcoc, de acordo com os manifestantes, foi recebida com curiosidade e com simpatia, revelando um nível de apoio que a mídia local subestimou. "Eu não vi oposição da população de Bangcoc. As pessoas estão agradecidas, deram água e comida para nós", disse Kotchawan Pim-ngern, vendedor de flores, em um caminhão.

 

Estimativas da polícia indicaram, inicialmente, que o número de manifestantes estava em torno de 100 mil, mas, posteriormente, o departamento calculou em 65 mil pessoas viajando em 10 mil motocicletas e 7 mil carros e caminhões.

 

Os manifestantes são partidários do ex-primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, que foi retirado do poder em 2006, em um golpe de Estado, sob a alegação de corrupção. Eles acreditam que Abhisit chegou ao poder de forma ilegítima com o apoio do exército e avaliam que apenas as eleições podem devolver integridade à democracia tailandesa.

 

Os manifestantes estão sendo alvo de crítica pela tática de "sacrifício de sangue", pela qual doaram sangue para jogar nos portões do gabinete e residência do atual primeiro-ministro. Os líderes do protesto dizem que ainda têm 15 jarros com sangue para utilizar em um trabalho artístico no domingo. As informações são da Associated Press.

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