'Camisas vermelhas' prometem aumentar os protestos em Bangcoc

O confronto entre os manifestantes e a força de segurança já deixou dezenas de mortos e centenas de feridos

Efe

21 de abril de 2010 | 03h32

O governo reforçou o policimaneto nos principais pontos do centro da cidade. Foto: Eric Gaillard/Reuters

 

 Os 'camisas vermelhas' aumentaram os protestos no centro de Bangcoc nesta quarta-feira, o que fez com que o governo tailandês designa-se dezenas de policias para aumentar a segurança do Parlamento, além de se preparar caso haja um novo confronto com os manifestantes.

 

No centro antigo estão feitas inúmeras barricadas de bambu e pneus, feitas pelos manifestantes, que também estão armados com paus e pedras para se protegerem de um confronto com a polícia.

 

Apesar da tensão, o clima entre os manifestantes é festivo, já que entoam canções e escutam discursos de seus lideres, sempre sob os olhos de policiais e soldados.

 

A força de segurança tem ordem de proibir a entrada no Parlamento de qualquer pessoa não autorizada, salvo se for algum dos 'chefes' da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, em caso de possível negociações.

 

A ideia é evitar que se repita a tomada do Parlamento no última dia 7 de abril, que obrigou que Vejjajiva fugisse em um helicóptero para um quartel do exército.

 

Os manifestantes, seguidores do deposto ex-presidente Thaksin Shinawatra, planejam voltar ao centro antigo de Bangcoc para exigir eleições antecipadas, fato que não agrada Vejjajiva.

 

Um porta-voz militar anunciou na terça-feira, 20, que os soldados estão com ordens de dispersas os manifestantes, caso eles tentem ocupar o distrito financeiro localizado na rua Silom. Desde segunda-feira, 19, o exército ocupa o local.

 

Nesta quarta-feira, mais de 60 mil pessoas não foram trabalhar devido ao fechamento de 13 hotéis, cinco grandes empresas e 30 agências bancárias, de acordo com o governo. A mobilização contra o governo começou no dia 14 de março com um concentração de mais de 100 mil pessoas em Bangcoc. E no dia 24 de abril aconteceu o primeiro grande confronto que deixou 24 pessoas mortas e mais de 900 feridos, entre os 'camisas vermelhas' e a força de segurança.

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