'Camisas vermelhas' rejeitam dialogar com o governo tailandês

'Camisas vermelhas' rejeitam dialogar com o governo tailandês

O conflito com exército, ocorrido nas ruas de Bangcoc, deixou mais 800 feridos e 18 mortos

Efe

11 de abril de 2010 | 01h42

Os "camisas vermelhas" leais ao deposto ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra rejeitaram neste domingo, 11, negociar com o governo após os confrontos de sábado, 11, à noite entre ativistas e soldados.

 

"Nunca falaremos com assassinos, temos a obrigação moral com quem morreu de devolver a democracia a este país", afirmou Jatuporn Prompan, um dos líderes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, organizadora dos protestos.

 

Milhares de manifestantes continuam perto de onde aconteceram os combates de rua, que deixaram um rastro de cartuchos de bala, veículos destroçados e poças de sangue. Quando o exército se retirou, os "camisas vermelhas" destroçaram os veículos militares e tomaram para si vários fuzis e munição, que brandiram em sinal de vitória.

 

"Eu gostaria de dizer que o exército só está autorizado a utilizar munição real para disparar para o ar ou em caso de autodefesa", afirmou o primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva em mensagem transmitida pela televisão.

 

A Tailândia continua imersa em uma profunda crise política por causa da divisão entre partidários e opositores desde o golpe de estado que derrubou em 2006 o milionário Shinwatra.

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