Sakchai Lalit/AP Photo
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'Camisas vermelhas' se manifestarão 4 anos depois do golpe de 2006

Somyot Prueksakasemsuk, um dos líderes do movimento, anunciou que pedirão a libertação dos 'presos políticos'

Efe

19 de setembro de 2010 | 04h42

Os "camisas vermelhas" sairão neste domingo, 19, às ruas em Bangcoc e no norte da Tailândia quatro meses após seu despejo da capital e no quarto aniversário do levante que depôs em 2006 seu líder, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

Embora esteja previsto que as manifestações sejam pacíficas, as autoridades elevaram as medidas de segurança para evitar qualquer ato de violência depois da mobilização de rua que este ano deixou 90 mortos em Bangcoc.

A maioria dos "camisas vermelhas" - dez mil, segundo eles mesmos, mas apenas mil de acordo com a polícia - se deslocou no sábado, 18, e durante a madrugada para Chiang Mai, a segunda maior cidade do país e reduto dos partidários de Shinawatra.

Somyot Prueksakasemsuk, um dos poucos líderes do movimento que não está preso, anunciou que pedirão a libertação de todos os presos políticos, entre eles os 19 líderes acusados de terrorismo por seu papel nos protestos.

Por sua vez, em Bangcoc a concentração será menor, mas ali centenas de ativistas marcharão rumo à intersecção de Ratchaprasong, uma área de shoppings de luxo que ocuparam durante dois meses até que no dia 19 de maio o Exército os tirou à força.

Os manifestantes soltarão dez mil balões vermelhos para lembrar os mortos e quase 1.900 feridos durante os protestos, que obrigaram a declarar na cidade o estado de exceção, ainda em vigor.

Cerca de 3.000 policiais uniformizados e à paisana, enquanto mais de cem postos de controle em todos os pontos de acesso à capital revistarão cada carro na busca de armas.

Na sexta-feira passada, mil "camisas vermelhas" já desafiaram o estado de exceção em Bangcoc, marchando até a prisão de Klong Prem para exigir de maneira pacífica a libertação de todos seus correligionários.

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