Camisinha em escolas não estimula o sexo, diz pesquisa

Adolescentes de escolas onde há camisinhas disponíveis não estão mais propensos a fazer sexo do que outros jovens da mesma faixa etária, diz um estudo publicado nos Estados Unidos. Os resultados apóiam pesquisas realizadas anteriormente sobre os programas desenvolvidos nos anos 90 para deter a propagação do HIV e conter a gravidez entre menores.Segundo o estudo, os adolescentes nas escolas onde há distribuição de camisinhas apenas têm maior tendência a usar a camisinha como forma de prevenção da gravidez, enquanto que os jovens de outras escolas adotam métodos diferentes. No geral, não foi encontrada diferença na taxa de gravidez. O estudo não pôde determinar a taxa de doenças sexualmente transmissíveis.Conservadores americanos vêm criticando a distribuição de camisinhas, dizendo que o sistema encoraja a capacita os adolescentes a fazer sexo antes do casamento. Os pesquisadores, em artigo publicado no American Journal of Public Health, descobriram que os jovens das escolas onde há programa de distribuição de preservativos têm tendência menor a afirmar que já fizeram sexo: 49% dos adolescentes em escolas que não distribuem camisinhas disseram já ter alguma experiência sexual, contra 42% nas escolas onde há doação de preservativos.

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