Campanha aumenta lucro de ambulante

Nas ruas de Caracas, vendedor negocia diariamente até 30 exemplares da Constituição do país

CARACAS, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2013 | 02h11

A campanha eleitoral deu mais fôlego à atividade profissional de Julio Vivas: vender exemplares da Constituição venezuelana e da Lei Orgânica do Trabalho pelas ruas de Caracas. Vivas, de 53 anos, vende leis "desde antes do presidente", diz, referindo-se a Hugo Chávez. Ao todo, são cerca de 15 anos na região de Sabana Grande, centro comercial da cidade.

Na semana anterior à eleição presidencial, cerca de 30 volumes em miniatura da Constituição saíram das mãos de Vivas diariamente. O ambulante oferece os livretos por 40 bolívares (cerca de R$ 12, pela cotação oficial) com encadernação comum ou 80 bolívares com capa de couro.

Em janeiro, quando Chávez estava internado em Havana, Vivas conseguia vender até 50 exemplares diários da Carta. "Quando o presidente morreu e ficou em Los Próceres (região do museu militar onde o corpo foi velado), as vendas subiram para 100 por dia", afirma.

O período só não foi mais lucrativo para o autônomo do que 1999, quando Chávez conseguiu lançar a nova Constituição do país. "Naquele tempo cheguei a vender até 200 em um só dia", recorda.

Depois disso, o movimento caiu muito, mas voltou a crescer durante a doença do presidente, nas eleições do ano passado e o início deste ano. / F.C.

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