Campanha de 1º ministro da Holanda ataca socialistas

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, fez ataques neste sábado ao Partido Socialista de Emile Roemer, que deverá ser o maior adversário do liberal nas eleições do próximo mês. Rutte disse que os socialistas estão brincando com um projeto de "pirâmide política". "A dor não pode ser sentida agora, mas será sentida mais tarde e ainda pior", afirmou o primeiro-ministro no lançamento de sua campanha eleitoral, na cidade de Roterdã.

AE, Agência Estado

25 de agosto de 2012 | 18h25

Reiterando a importância das finanças públicas, Rutte disse que uma de suas metas é reduzir o déficit orçamentário do governo para abaixo do limite de 3% do PIB, imposto pelos acordos da União Europeia, em 2013. No ano passado, o déficit orçamentário da Holanda foi de 4,7% do PIB.

A menos de três semanas das eleições, o Partido Liberal de Mark Rutte enfrenta forte concorrência do Partido Socialista, que defende metas fiscais mais frouxas para estimular a economia. As pesquisas apontam que os dois partidos estão em disputa acirrada para conquistar a maioria dos assentos no Parlamento. Mas nenhum deles deverá mostrar-se capaz de obter maioria clara, o que significa que o partido mais votado terá de construir uma coalizão com pelo menos outros dois ou três partidos menores.

Sendo a Holanda um dos membros mais ricos da zona do euro, sua importância é grande na contribuição para os pacotes de ajuda financeira aos países do sul da Europa. O governo Rutte tem sido um aliado fiel da Alemanha de Angela Merkel na defesa da austeridade fiscal como cura da crise da dívida europeia.

No entanto, essa posição tem enfrentado resistências na própria Holanda. Pesquisas recentes revelaram que os holandeses estão frustrados com as medidas de austeridade e por serem convidados a pagar a conta dos pacotes de resgate para os países do sul. Esse cenário tem ajudado a impulsionar a popularidade do socialista Emile Roemer, que tem alertado para os perigos de um foco único na austeridade.

O governo a ser eleito em 12 de setembro terá mandato em 2017 e Rutte, caso reeleito, prometeu acelerar os esforços para consertar as finanças públicas e reduzir os gastos em 24 bilhões de euros. Rutte pretende cortar gastos na saúde e na seguridade social, além de reduzir o tamanho do governo.As informações são da Dow Jones.

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