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Campanha de Trump já vende camisetas com a frase 'Ocupe a Vaga' após morte de juíza do Supremo

Morte da juíza Ruth Bader Ginsburg acirrou a disputa eleitoral de novembro, energizando a base conservadora de Trump

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 16h39
Atualizado 21 de setembro de 2020 | 22h19

WASHINGTON - Enquanto para muitos nos Estados Unidos a morte da juíza Ruth Bader Ginsburg significou uma reviravolta e encheu a já tensa campanha política de incertezas, para outros, ela criou uma oportunidade de negócio. A juíza ainda não foi enterrada, mas a campanha republicana para a reeleição do presidente Donald Trump já está vendendo camisetas com a frase 'Fill That Seat' (Ocupe a Vaga, na tradução livre) a US$ 30 (cerca de R$ 162). 

Ginsburg se tornou conhecida por sua luta pelos direitos da mulheres, uma figura tão popular que aparecia estampada em camisetas de progressistas. A versão republicana, toda em preto, traz a frase em letras maiúsculas em branco, imponentes sobre o logotipo “Make America Great Again” (lema da campanha de Trump) em letras menores. Acima de tudo está uma imagem da Suprema Corte, com uma bandeira americana. 

A campanha revelou a nova peça no sábado, de acordo com a revista Newsweek. Trump já havia expressado sua intenção de preencher todas as vagas da Suprema Corte que ocorreram durante seu mandato, sem se importar o quão perto da eleição fosse a escolha. 

“Fomos colocados nessa posição de poder e importância para tomar decisões pelas pessoas que nos elegeram com tanto orgulho, e a mais importante delas, assim considerado há muito tempo, é a escolha dos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos”, tuitou no sábado. Ele instou seu partido, que tem a maioria no Senado, a preencher a vaga "sem demora".  

A morte de Ginsburg acirrou a disputa eleitoral de novembro, energizando a base conservadora de Trump - ansiosa para ver o tribunal anular a decisão Roe v. Wade de 1973 que legalizou o aborto em todo o país - e apresentando novas complicações na batalha pelo controle do Senado dos EUA.

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“Eu estarei apresentando uma nomeada na próxima semana. Será uma mulher”, disse Trump em comício de campanha em Fayetteville, Carolina do Norte, onde os apoiadores gritavam “ocupe essa vaga”. “Eu acho que deveria ser uma mulher porque, na verdade, gosto muito mais das mulheres do que dos homens.”

Figura pop 

RBG, como ficou conhecida a magistrada, era uma referência para os progressistas americanos e uma figura pop. Ela foi retratada em filmes e livros e também aparecia em estampas de roupas, bonecos, xícaras e outros badulaques vendidos em Washington. 

Em 2018, ela apareceu no programa The Late Show levantando pesos com o apresentador Stephen Colbert, usando um moletom preto escrito “Super-Diva”. No filme Deadpool 2, uma foto da juíza aparece quando o herói da Marvel pensa em recrutá-la para sua equipe de super-heróis.

Nas telas de cinema, Ginsburg foi interpretada pela atriz Felicity Jones, no filme On the Basis of Sex (Suprema, no título em português, disponível no Amazon Prime no Brasil), que faturou US$ 38 milhões em bilheteria. 

Durante a presidência de Barack Obama, já sofrendo muitos problemas de saúde, advogados progressistas e ativistas dos direitos humanos pediram que ela se aposentasse, para que o presidente pudesse nomear alguém com o mesmo perfil progressistas. A juíza, no entanto, se recusou a deixar a Suprema Corte, disse que ficaria até que sentisse que não era mais capaz de realizar o trabalho. Segundo ela, o cotidiano do tribunal a ajudava a superar a morte do seu marido, Martin Ginsburg. 

RBG será sepultada em um funeral privado e enterrada ao lado de Martin no Cemitério Nacional de Arlington, na capital americana. Seu último desejo, de acordo com a família, era que sua substituta fosse indicado pelo próximo presidente eleito dos Estados Unidos – algo que dificilmente será concedido pela Casa Branca. / AFP e REUTERS

 

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