'Campanha difamatória' da Colômbia piora crise, acusa Equador

O presidente do Equador, Rafael Correa,disse na quinta-feira que a Colômbia está realizando umacampanha difamatória para vincular seu governo a rebeldesmarxistas, num sinal de que a disputa entre os dois países podeprolongar-se. O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbiadepois da ação militar contra um acampamento da guerrilha Farcem território equatoriano, no dia 1o, que matou mais de 20pessoas, inclusive o dirigente rebelde Raúl Reyes. Equador e Venezuela reagiram enviando tropas à fronteiracom a Colômbia, mas dias depois a situação se acalmou, quandoos líderes dos três países trocaram apertos de mãos em umacúpula na República Dominicana. Mas a crise ressurgiu no fim de semana, quando autoridadescolombianas confirmaram que havia um equatoriano entre osmortos no ataque. Bogotá acusa Quito de se empenhar pouco em impedir que osrebeldes cruzem a fronteira e usem o país vizinho como refúgio. De pé na sacada do palácio presidencial, Correa disse acentenas de partidários que a Colômbia faz uma campanhadifamatória para macular a imagem do seu governo e obrigar oEquador a se envolver na guerra civil colombiana. "Não vamos cair nessa armadilha", disse Correa, apósreunião de emergência com a cúpula civil e militar de seugoverno. "Não temos de desperdiçar nossos recursos com uma lutaque não é nossa." Correa já havia dito que as relações com Bogotá poderiamser restabelecidas até o final de março, mas afirmou que amorte de um equatoriano não pode ficar impune. A Colômbia diz que o equatoriano, um serralheiro, ajudavaas Farc a operar no Equador. O Equador qualifica as acusaçõesde "cínicas". Autoridades colombianas também disseram que um influenteministro equatoriano manteve contatos diretos com líderes dasFarc. Correa diz que seu ministro estava tentando mediar alibertação de reféns da guerrilha. (Reportagem de Alonso Soto)

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