Campanha é pelo ''''voto unido''''

No período que antecedeu às eleições legislativas de hoje em Cuba, os 8,3 milhões de eleitores não viram campanhas individuais dos candidatos à Assembléia Nacional. Não havia necessidade,pois a votação é fechada: número igual de candidatos para o mesmo total de cadeiras, 614.Os candidatos, cuja lista é encabeçada pelo líder cubano Fidel Castro e seu irmão, Raúl, só tiveram de fixar suas biografias e fotos nos locais públicos. Eles também se reuniram com os seus eleitores para conhecer suas reivindicações.A única propaganda eleitoral que os eleitores cubanos testemunharam foi pelo chamado ''''voto unido'''', que conclama a população a escolher todos os 614 nomes que constam da cédula de votação. A medida é vista como um plebiscito favorável à revolução e ao socialismo.A votação em Cuba é secreta e um direito constitucional para maiores de 16 anos. Apesar de o comparecimento não ser obrigatório, há pressão social.Os eleitores podem deixar a cédula em branco, marcar alguns dos nomes ou votar em todos. A oposição tem três formas de protesto: abstenção, votos em branco ou nulos - mas alcançam porcentagens baixas. Nas últimas eleições, em 2003, 96,14% dos votos foram válidos. Desse total, 91,35% optaram pelo ''''voto unido'''' e 8,65% pelo seletivo, de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional.

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