Campanha não freia risco independência na Escócia

A pressão dos principais partidos políticos da Grã-Bretanha, do setor financeiro e de líderes empresariais contra a independência da Escócia não surtiu efeito, segundo indicaram pesquisas divulgadas às vésperas do plebiscito sobre a secessão britânica. A votação será na próxima quinta-feira (18).

ANDREI NETTO, ENVIADO ESPECIAL, Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2014 | 07h05

Um dia depois de os principais bancos do país ameaçarem transferir suas sedes de Edimburgo para Londres, pesquisas de opinião indicaram ontem um empate técnico, com 51% para o "não" e 49% para o "sim", prolongando a incerteza sobre o futuro da União.

O fracasso da campanha de convencimento promovida pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi diagnosticado pelo jornal The Guardian, que na noite de sexta-feira (12) divulgou sondagem realizada pelo instituto ICM indicando mais um empate técnico. De acordo com essa pesquisa, 42% indicaram que votarão pelo "não", enquanto 40% optarão pelo "sim". Outros 17% não indicaram em que votarão ou se disseram indecisos. Contabilizados apenas os eleitores já decididos, o resultado ficou nos 51% contra 49%.

O empate persiste mesmo após a ofensiva promovida pelos três maiores partidos políticos da Grã-Bretanha - Conservador, Trabalhista e Liberal -, que nesta semana enviaram seus líderes a Edimburgo e ao interior da Escócia com o objetivo de mobilizar a opinião pública pelo "não".

Em paralelo, os cinco maiores bancos escoceses anunciaram planos para trocar Edimburgo por Londres em caso de independência e empresários do ramo supermercadista advertiram para o risco de explosão inflacionária caso a secessão vença. Nesta sexta-feira (12), o presidente do Banco da Inglaterra, o banco central britânico, Mark Carney, voltou a advertir para o fato de que a libra esterlina não poderá mais ser usada pelos escoceses.

Nada disso, porém, parece ter dirimido a incerteza sobre o resultado final do referendo da próxima quinta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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