Campanha para 2º turno no Chile deve ser mais agressiva

Como há algum tempo as pesquisas já vinham indicando uma vitória do candidato Eduardo Frei, da Concertação, e do direitista Sebastián Piñera, nos últimos dias ambos já afinaram suas estratégias para enfrentar o segundo turno das eleições chilenas. E a perspectiva é que a segunda etapa da campanha seja ainda mais agressiva e polarizada.

AE, Agencia Estado

14 de dezembro de 2009 | 08h46

O objetivo dos dois rivais é conquistar os votos do candidato Marco Enríquez-Ominami. Independente, ele descartou ontem a possibilidade de apoiar qualquer dos dois candidatos no segundo turno. "A velha política está esperando de mim sinais que não vai receber", disse Ominami, após afirmar que representa os ideais do "novo Chile".

"Não vamos fazer nada para que a direita ganhe, mas a vitória de Frei também seria um retrocesso para o país", explicou ao jornal O Estado de S. Paulo Álvaro Escobar, porta-voz de Ominami. "Somos de oposição a ambos, mas é claro que nossos eleitores ficarão livres para decidir se querem votar em um ou em outro."

Ominami rompeu com a Concertação para lançar sua candidatura e conseguiu atrair eleitores de esquerda que queriam uma renovação no estilo de liderança para o Chile. Por outro lado, também se tornou um dos mais ferozes críticos da coalizão governista e até o encarregado dos assuntos econômicos de sua campanha, Paul Fontaine, já disse que no segundo turno votará por Piñera.

''Guerra suja''

"Ominami não poderia optar por um ou outro lado porque seu grande capital político é justamente apresentar-se como uma alternativa aos políticos tradicionais - e isso ele perderia se alinhando", diz o cientista político Bernardo Navarrete, professor da Universidade do Chile. Segundo Ignácio Rivadeneira, coordenador da campanha de Piñera, o candidato será mais explícito em sua mensagem de mudança no segundo turno e está preparado para que Frei faça contra ele uma "guerra suja" na nova etapa da campanha.

O candidato da Concertação, segundo seus assessores, tentará colar mais sua imagem à da presidente Michele Bachelet, que, com 85% de aprovação (segundo a corporação Latinobarómetro), é hoje a chefe de governo mais popular da América Latina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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