Campanha para libertar jornalista ganha força na China

Órgão oficial e vários comentaristas pedem liberdade para Chen Yongzhou, que denunciou corrupção em estatal

PEQUIM , O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2013 | 02h07

A Agência Central de Regulação da Imprensa da China divulgou ontem um comunicado expressando preocupação com a prisão do repórter Chen Yongzhou, acusado de espalhar boatos. O órgão oficial não pediu abertamente sua libertação, mas inclinou-se em favor da posição do jornal New Express - onde Chen trabalha -, que pediu sua libertação. "Esperamos que as autoridades apresentem uma explicação convincente e juridicamente crível para o assunto", pediu a associação.

Ontem, o New Express voltou a pedir abertamente a libertação de Chen e acusou as autoridades da Província de Hunan de "abuso de poder". "Por favor, libertem-no", publicou o jornal na primeira página.

A campanha do New Express ganhou força ontem. Muitos comentaristas políticos, desde os mais liberais, como o escritor Li Chengpeng, até os mais conservadores, como o editor-chefe do jornal Global Times, Hu Xijin, se colocaram a favor da libertação de Chen.

Ele foi preso após escrever reportagens sobre negociatas de um grande empresa - fabricante de equipamentos de construção - administrada pelo governo. A prisão coincide com novas restrições a jornalistas, advogados e usuários da internet e coloca em discussão a seriedade do discurso do governo, que prometeu atuar para erradicar a corrupção na China. / AP

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