Campanha pede regras para o comércio mundial de armas

A Anistia Internacional, a Oxfam e outras organizações não-governamentais lançaram uma campanha em mais de 50 países pelo controle do que denominam de "comércio global perigosamente irregular de armas", que permite que armamentos cheguem a governos repressivos, a grupos que abusam dos direitos humanos e a criminosos.Em um documento intitulado "Shattered Lives ("Vidas Destroçadas"), as ONGs afirmam que em Uganda, por exemplo, os agricultores usam cada vez mais fuzis AK-47 em lugar de lanças e que na Somália as armas são tão comuns que algumas crianças são chamadas de "Uzi" ou "AK".De acordo com o estudo, mais de 630 milhões de armas de pequeno calibre circulam no mundo atualmente, o que representa mais de 1 para cada 10 habitantes. E uma pessoa morre por arma de fogo a cada minuto no planeta.A campanha, intitulada "Control Arms" ("Controlem as Armas"), foi lançada em entrevistas coletivas realizadas em todo o mundo. Ela se concentrará na criação de novos tratados internacionais para reduzir o comércio de armas, assim como na introdução de medidas regionais e locais para limitar a proliferação e o mau uso das armas.

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