Campanha presidencial começa na Síria

DAMASCO - Em meio a uma guerra civil ainda inacabada, a campanha para a eleição presidencial de 3 de junho começou ontem na Síria, onde os retratos de Bashar Assad, confiante de que será reeleito sem surpresas, apareceram por toda parte.

Reuters, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2014 | 02h07

A votação, denunciada como uma "farsa" pela oposição e por seus aliados, será realizada apenas nos territórios controlados pelo regime, em um país devastado por três anos de um conflito mortífero.

Três candidatos, incluindo Assad, disputam as eleições. Teoricamente, trata-se da primeira eleição presidencial, já que tanto Bashar quanto seu pai, Hafez, que dirigiu o país de 1970 a 2000, foram nomeados após referendos.

Assad enfrentará Maher al-Hajjar, um deputado independente, por muito tempo membro do Partido Comunista, e Hassan al-Nuri, um empresário membro da oposição tolerado pelo regime.

Ontem, Assad lançou sua campanha com o slogan "Juntos", além de uma página no Facebook que já reúne 65 mil fãs, uma conta no Twitter com cerca de mil seguidores e outra no Instagram.

A campanha teve início no dia seguinte a uma importante vitória do regime na guerra, com a retomada da maior parte de Homs, terceira maior cidade do país e berço da revolta popular que se transformou em luta armada contra o regime, em março de 2011.

Após a retirada de quase 2 mil pessoas, em sua grande maioria rebeldes, graças a um acordo entre as duas partes, o Exército entrou, na sexta-feira, pela primeira vez em dois anos, na parte antiga da cidade, depois de um cerco e de intensos bombardeios que enfraqueceram os insurgentes.

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