AP Photo/Dolores Ochoa
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Campanha presidencial no Equador começa nesta terça-feira

Oito candidatos disputam a sucessão de Rafael Correa, no poder desde 2007; Lenín Moreno, candidato apoiado pelo atual presidente, lidera pesquisas de opinião

O Estado de S. Paulo

03 Janeiro 2017 | 11h45

QUITO - Começa oficialmente nesta terça-feira, 3, a campanha eleitoral no Equador para a disputa presidencial marcada para o dia 19 de fevereiro que escolherá o sucessor de Rafael Correa, no poder desde 2007. Ao todo, oito chapas foram inscritas para a votação que marcará o fim de uma década do movimento Aliança País, de Correa, no poder.

Uma pesquisa divulgada no fim de dezembro pela empresa Cedatos colocou o candidato apoiado por Correa, o ex-vice-presidente Lenín Moreno em primeiro lugar, com 35,6% das intenções de voto, seguido pelo opositor e ex-banqueiro Guillermo Lasso, do Movimento CREO (Criando Oportunidades, na sigla em espanhol), com 22,3%. No levantamento anterior, feito em novembro, Moreno tinha 36,2% e Lasso 22% das intenções de voto.

Ainda de acordo com a pesquisa Cedatos, a candidata social-cristã e ex-deputada Cynthia Viteri aparece em terceiro lugar, com 10,9% das intenções de voto, seguida pelo ex-general do Exército e ex-prefeito de Quito Paco Moncayo, da Esquerda Democrática, com 6,9%. Os outros quatro candidatos têm menos de 4% de intenções de votos.

Outra pesquisa também realizada em dezembro, pela empresa Market, também coloca Moreno na primeira posição, com 28,6%, seguido por Cynthia, com 19,3%, por Lasso, com 17,7%, e por Moncayo, com 14,8% das intenções de voto. Nesse levantamento, os outros candidatos também obtiveram 4% ou menos das intenções de voto.

No levantamento da Cedatos, o nível de indecisão no mês de dezembro estava em 47%, enquanto que na pesquisa Market o mesmo índice era de 45,4%.

A campanha eleitoral no peru será realizada até o dia 16 de fevereiro, três dias antes da votação. Mais de dois milhões de pessoas estão registradas para votar no país, onde o comparecimento às urnas é obrigatório para pessoas que têm entre 18 e 65 anos.

Além do presidente e vice-presidente da república, serão escolhidos na votação 137 integrantes para a Assembleia Nacional do país e 5 membros para o Parlamento Andino - que tem também membros de Bolívia, Colômbia, Peru e Chile. / EFE

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