Camponeses se revoltam na China por causa da Sars

Camponeses de Xiandie, no leste da China, espancaram autoridades chinesas e saquearam um prédio do governo, onde pelo menos seis moradores locais com suspeita de síndrome respiratória aguda severa (Sars) foram colocados sob quarentena ao retornar de uma viagem a Pequim, de acordo com testemunhas."Eles estão furiosos porque não querem os doentes tão perto de suas casas", disse uma autoridade da província de Zhejiang. Segundo os moradores, o prédio não têm infra-estrutura adequada para manter o vírus isolado.A pneumonia atípica continua a causar medo na população chinesa, onde a doença já matou 206 pessoas e infectou outras 4.200. Quem passa pela capital, Pequim, a cidade mais atingida, é visto com desconfiança ao retornar para casa. Na semana passada, moradores de uma vila depredaram uma escola ao saber que ela seria usada para isolar pacientes com Sars.Segundo autoridades locais, só em Pequim o número de pessoas sob quarentena está próximo de 16 mil. Prédios inteiros, e até um hospital universitário, são mantidos em isolamento. As escolas do ensino fundamental deverão permanecer fechadas por pelo menos mais duas semanas, prejudicando 1,37 milhão de alunos.Para evitar a contaminação do fornecimento de água, 80 reservatórios da capital foram isolados. Patrulhas e barricadas também foram estabelecidas ao longo do Rio Yongding. Ainda não se sabe ao certo como a Sars pode ser transmitida de uma pessoa para outra, mas suspeita-se que o vírus sobreviva na água e no esgoto, além do ar. Também não há tratamento específico para a doença.Veja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.