Canadá deve acelerar planos para reforçar leis de segurança

Intenção é dar mais poder de vigilância a agências; Parlamento voltou a funcionar nesta quinta

O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 16h10

OTTAWA - O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, afirmou nesta quinta-feira, 23, que o governo deverá acelerar planos para dar mais poder de detenção e vigilância a agências de segurança depois do ataque ocorrido no Parlamento, em Ottawa.

"Eles precisam ser mais reforçados e eu garanto a vocês que esse trabalho, que está em andamento, será acelerado", disse o premiê na Câmara dos Deputados, um dia depois de um homem armado matar um soldado no Memorial Nacional da Guerra, invadir o Parlamento e ter sido morto pela polícia.

O governo canadense se mostrou determinado a retomar as atividades normalmente nesta quinta. Os funcionários começaram a retornar ao Parlamento, que teve a segurança reforçada. A Câmara dos Comuns abriu às 10 horas (12 horas pelo horário de Brasília).

"Isso envia uma mensagem clara da determinação do Canadá de manter o seu modo de vida livre e democrático", disse o presidente da Câmara, Andrew Scheer, em um comunicado. A bandeira sobre o edifício do Parlamento estava a meio mastro.

A área do Parlamento e a região central de Ottawa ficaram bloqueadas por dez horas na quarta-feira enquanto a polícia buscava possíveis suspeitos. "Havia apenas um homem armado", disse um oficial da Polícia Montada Real Canadense que fazia a guarda no Parlamento nesta quinta, checando as carteiras de identidade dos trabalhadores e do pessoal dos meios de comunicação que entravam no complexo parlamentar.

Ele disse que na correria da manhã de quarta, testemunhas viram as coisas de ângulos diferentes, sugerindo a possibilidade de um segundo atirador, mas vídeos e outros depoimentos mostraram que havia apenas um.

A polícia investiga o histórico do suspeito do ataque na quarta-feira, Michael Zehaf-Bibeau, disse uma fonte familiarizada com o assunto. Documentos judiciais mostram que ele enfrentou uma acusação de roubo em Vancouver e várias acusações relacionadas a drogas em Montreal.

O soldado canadense foi o segunda morto no país essa semana, em casos que podem ter ligação com militantes islâmicos. Na segunda-feira, um homem convertido ao Islã atropelou dois soldados canadenses, matando um deles, perto de Montreal.

Os ataques aconteceram depois de o Canadá anunciar que enviará seis jatos para participar de ataques aéreos contra combatentes do Estado Islâmico (EI) que assumiram o controle de partes do Iraque e da Síria. / REUTERS

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