AFP PHOTO / Lars Hagberg
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Canadá registra salto em número de mortes por coronavírus

Primeiro-ministro Justin Trudeau prevê que crise da covid-19 se arraste por meses

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2020 | 13h40

OTTAWA - O número de mortos no Canadá em decorrência do novo coronavírus saltou quase 50% em menos de um dia e o primeiro-ministro Justin Trudeau afirmou neste domingo, 22, que a crise duraria meses. São 19 mortos no país norte-americano.

O governo canadense disse no sábado, 21, que 13 pessoas haviam morrido pela doença respiratória causada pelo vírus, mas no domingo, esse número havia aumentado para 19. O número de casos confirmados aumentou para 1.302, de 1.099, com outras 69 pessoas listadas como suspeitas de terem contraído a covid-19.

O Canadá já fechou suas fronteiras, com exceções para viagens essenciais, e anunciou um pacote de ajuda de US$ 27 bilhões para as pessoas e empresas mais afetadas pela crise. "Estes são apenas os primeiros passos. Estamos olhando agora para quais são os próximos passos para garantir que nossa economia seja capaz de retomar assim que isso acabar, seja em semanas ou meses. É provável que demore meses", disse Trudeau a repórteres.

Trudeau disse que a Câmara dos Comuns voltará na terça-feira para aprovar o pacote de estímulo. Um mínimo de 20 membros do Parlamento deve estar presente para ter uma votação e as autoridades disseram que era provável que 32 legisladores estivessem presentes.

Trudeau disse que Ottawa estava analisando uma série de outras medidas para ajudar a economia, mas se recusou a dar detalhes. O governo está pedindo às pessoas que pratiquem o auto-isolamento, mas ainda precisa invocar poderes de emergência para reprimir a circulação de cidadãos. Nas mídias sociais, há evidências de que algumas pessoas estão ignorando ordens para evitar reunir-se em grandes multidões.

A Nova Escócia tornou-se no domingo a mais recente das 10 províncias canadense a declarar estado de emergência, fechando suas fronteiras para não residentes e ameaçando prender aqueles que não pratiquem o auto-distanciamento. O premier Stephen McNeil disse em entrevista coletiva que, apesar de avisos para evitar reuniões em grandes grupos, as pessoas estavam reunidas em parques provinciais e outras áreas comuns.

"Estamos lidando com um vírus mortal e esse comportamento é inaceitável", afirmou. Sua província está proibindo reuniões de mais de cinco pessoas, um limite muito mais rigoroso do que outras jurisdições. /REUTERS

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