Candidata à presidência quer integração da Ucrânia à UE

A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, afirmou hoje que vai integrar o país à União Europeia (UE) dentro de cinco anos, caso vença a eleição presidencial do fim de semana. "A Ucrânia deve se tornar um membro da UE e, para mim, esta é a prioridade. Eu farei de tudo, de maneira que durante minha presidência a Ucrânia se torne integrante da UE", disse Tymoshenko.

AE, Agencia Estado

14 de janeiro de 2010 | 17h52

Numa pequena nota divulgada em Kiev, Tymoshenko disse que a eleição de domingo é uma escolha simples entre ela e seu principal oponente, Viktor Yanukovich, que lidera as pesquisas de intenção de voto e é visto como uma figura pró-Rússia.

O atual presidente, Viktor Yushchenko, que liderou a Revolução Laranja de 2004, também prometeu fazer da Ucrânia um membro da UE, mas seus planos ruíram em meio à instabilidade política e à grande decepção da população.

Apresentando seu mais claro compromisso de campanha pela integração europeia, Tymoshenko disse que um acordo de associação deve se assinado com a UE neste ano, assim como um acordo para a criação de uma zona livre de comércio.

Eleições

As eleições acontecem em meio a uma grande crise econômica e o desencanto com os resultados da Revolução Laranja, que espalhou esperanças de uma nova era de reformas na Ucrânia e teve forte apoio de Tymoshenko.

Pesquisas de opinião mostram Yanukovich com uma liderança de cerca de 10 pontos porcentuais. Porém, numa eleição da qual participam 18 candidatos, o segundo turno em 7 de fevereiro é quase certo e analisas acreditam que a primeira-ministra ainda tem chance de ganhar terreno até lá.

Tymoshenko é tradicionalmente vista como uma figura pró-UE, embora o cordial relacionamento com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin nos últimos meses tenha levado analistas a concluir que ela tenha se aproximado de Moscou.

Ela também prometeu melhorar as relações com a Rússia, que entraram em colapso sob o governo de Yushchenko, afirmando que as ligações entre Kiev e Moscou devem ser "pacíficas e construtivas, mas muito claras e pragmáticas".

As informações são da Dow Jones.

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