AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Candidato à Constituinte e jovem de 16 anos morrem em mais um dia de tensão política na Venezuela

Ministério Público informou que investigará a morte de José Luis Rivas, de 42 anos, que morreu durante um comício em Maracay; diversos confrontos foram registrados entre manifestantes e forças de segurança

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 06h13
Atualizado 11 Julho 2017 | 08h14

CARACAS - Um candidato à Assembleia Constituinte na Venezuela, convocada pelo presidente Nicolás Maduro, foi morto a tiros na segunda-feira 10 durante um comício na cidade de Maracay, no Estado de Aragua.

O Ministério Público informou em sua conta no Twitter que investigará "a morte de José Luis Rivas", 42 anos, em um incidente no qual "também resultaram feridas duas pessoas". Segundo a emissora Telesur, o candidato à Constituinte participava de um comício quando "chegaram alguns sujeitos e atiraram". Ele foi atingido "por oito impactos de bala".

Além de Rivas, o MP afirmou que também vai investigar "a morte de um jovem de 16 anos durante uma manifestação" na região de La Isabelica, Estado de Carabobo, onde foram registrados confrontos.

Forças de segurança e manifestantes se enfrentaram em várias cidades da Venezuela durante um bloqueio de ruas realizado pela oposição que luta contra a Assembleia Constituinte.

Sete militares ficaram feridos com a explosão de um artefato lançado por manifestantes contra um grupo de policiais durante um confronto em Altamira, bairro do leste de Caracas, e outros dois soldados foram baleados nas localidades de La Tahona e San Antonio, no Estado de Miranda. O prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, disse que ao menos 21 pessoas ficaram feridas nos distúrbios.

Com cordas, veículos e barricadas de lixo, grupos de opositores participam do "grande bloqueio" de 10 horas convocado pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) para estimular o plebiscito contra a Constituinte.

"Este povo está decidido a continuar a luta pela liberdade. No domingo haverá o ato de desobediência civil mais importante da história da Venezuela", declarou o deputado da oposição Freddy Guevara, vice-presidente do Parlamento, de maioria opositora.

Os opositores da MUD realizarão no domingo um plebiscito simbólico, confiantes de que a votação mostrará uma rejeição em massa à Constituinte convocada por Maduro para, segundo eles, perpetuar-se no poder.

O governo afirma que nada atrapalhará a Constituinte, cujos 545 integrantes serão eleitos no dia 30 de julho. / AFP

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