Candidato a prefeito é assassinado durante comício no México

Candidato a prefeito é assassinado durante comício no México

Enrique Hernández Salcedo, que disputava prefeitura de Yurécuaro, no Estado de Michoacán, fazia parte de força de autodefesa criada para enfrentar a organização criminosa Cavaleiros Templários

O Estado de S. Paulo

15 de maio de 2015 | 14h56

MORELIA, MÉXICO - O candidato a prefeito na cidade de Yurécuaro, no estado de Michoacán, no México, Enrique Hernández Salcedo, foi assassinado na noite quinta-feira, 14, possivelmente por membros do crime organizado, quando fazia um comício no centro da cidade.

Fontes de segurança e partidários de Hernández Salcedo relataram que o político, candidato do Movimento Regeneração Nacional (Morena), foi assassinado por homens armados quando fazia um discurso em um evento político no centro de Yurécuaro, município próximo dos limites com o estado de Jalisco.


Testemunhas informaram que os homens efetuaram disparos de fuzil de um veículo em movimento, atingindo Hernández várias vezes e ferindo ou três pessoas que estavam no local, duas delas identificadas como Alicia Torres Vargas e Gustavo Javier Martínez, este último internado em estado grave em um hospital regional.

O candidato a prefeito fazia parte de uma milícia armada de autodefesa criada em 2013 por um grupo de moradores de Yurécuaro para enfrentar a organização criminosa Cavaleiros Templários.

Hernández foi detido com 19 de seus homens no dia 31 de março de 2013, acusado do assassinato de Gustavo Garibay, prefeito do município de Tanhuato, vizinho a Yurécuaro.

Após ser mandado para a penitenciária de segurança máxima David Franco Rodríguez, no município de Charo, um juiz ordenou sua libertação, ainda em 2013, por falta de provas.

Hernández Salcedo se transformou no segundo ex-líder das milícias de autodefesa a buscar a carreira política, depois que o fundador desses grupos armados, Hipólito Mora, se filiou ao Movimento Cidadão e atualmente é candidato a deputado federal.

Mais de 83 milhões de mexicanos estão habilitados para escolher, no dia 7 de junho, 1.996 funcionários públicos, incluídos 500 deputados federais e os governadores de nove estados. / EFE

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